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quinta-feira, 29 de março de 2007

TRESLOUCADO - " Fantasma não existe!"




O pensamento que voava
Feliz, foi pássaro sem rumo
Ele vagava pelos ares
A procura de um mundo

Veio o esqueleto de metal
Matéria modificada
Cores, idéias e vozes
Que manipulado, manipulava

Tem também a intrincada rede
Comandada que comanda
E o fantoche que nem atenta
Obedece e anda
Acha que manda
Mas como zumbi ele anda, anda...

E o pensamento que voava?
Agora tresloucado
Vaga pela gaiola
Sendo um mero: papagaio?
Claro papagaio, claro papagaio.


PAPAGAIO s.m.1. zool. Ave que é capaz de imitar a voz humana, louro.

FANTOCHE s.m.1. boneco de cabeça feita de massa de papel ou de outro material, cujo corpo, formado pela roupa, o operador movimenta com a mão.


E falando em papagaio, certa vez li um artigo interessante, falava sobre a ave e continha fatos peculiares sobre a relação entre o papagaio e a nacionalidade brasileira, creio eu que esses fatos são desconhecidos pela maioria do povo brasileiro. O título do artigo tinha por nome "PAPAGAIO! Tradução ornitológica da nacionalidade", foi publicado na revista Piauí e escrito por Roberto Pompeu de Toledo.
No desenvolver do ensaio o autor conta como o papagaio participou ativamente na história no Brasil. Certo trecho extraído do artigo diz o seguinte:

" Ele não é tão forte como a águia, não tem a autoridade do galo, nem voa alto como o condor. Exibe um ar matreiro e carrega uma reputação galhofeira que não o recomendam para o papel de representar oficialmente a pátria. Apesar disso, está presente na história no Brasil em manifestações que vão da carta de Pedro Vaz de Caminha ao Zé Carioca."

Citado diversas vezes durante a história no Brasil, o papagaio, segundo o autor, foi repetetivamente sendo retratado como uma tradução perfeita do espírito brasileiro, fato esse nada espantoso ao meu vê, pois a ave é tida como possuidora de um comportamento malandro, esperto, fogozão e até obsceno, o ensaio traduz perfeitamente essa comparação quando lembra ao leitor da principal festa brasileira, o Carnaval. Observando segundo os conhecimentos populares, podemos perceber essas características atribuídas a ave e conseqüentemente ao brasileiro, quando lembramos das piadas de papagaio, as quais ele sempre aparece digamos assim como o "malandro da história".
Entre vários outros tópicos abordados no texto, a leitura desse torna-se uma retrospectiva da história do Brasil, também citado nele um pouco de conhecimentos ornitológicos. O autor descontraidamente proporciona uma leitura agradável, cheia de dicas e citações de obras literárias. Fica aí como dica de leitura: Revista Piauí, nas bancas mensalmente.

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